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16/09/2010 17:24:27

No empreendedorismo, "jovens enxergam coisas novas", afirma especialista

De digitalizar documentos a vender cubos mágicos na internet, adolescentes também encontram fórmulas para faturar alto
Aos 15 anos, Renan Cerpe começou a se interessar pelos coloridos e complicados cubos mágicos. Foi pegando o jeito, rolou uma vontade de colecionar – e aí ele notou que era difícil comprá-los no Brasil. “Ninguém vendia cubos mágicos aqui. Importei três e tentei vender pela internet. Levei uns três meses para conseguir”, lembra. Depois, o jovem de Sumaré (SP) começou a importar cinco cubos por vez. Organizou um campeonato, as vendas online aumentaram, foi a um programa de televisão mostrar que conseguia resolver um cubo em menos de 15 segundos, a procura pelo seu site cresceu...

Hoje, Renan tem 18 anos, estuda mecatrônica e é dono da Cuber Brasil, loja virtual que vende cerca de 30 cubos mágicos por dia. “Eu vivo disso. Pago coisas como minha coleção de cubos e meu computador novo”, conta.

Ver alguém tocar um negócio lucrativo aos 18 anos não é uma coisa que acontece o tempo todo, mas também não é tão raro quanto parece. Renan faz parte de uma geração mais criativa e inovadora que as anteriores, que às vezes não se contenta com o esquema funcionário-da-firma. “O empreendedor busca oportunidades, corre riscos calculados, é persistente, planeja metas, é autoconfiante e mantém uma rede de contatos, coisa que o jovem de hoje sabe fazer muito bem”, explica Edson da Silva Pereira, consultor do Escritório Regional da Baixada Santista do SEBRAE. “Os jovens conseguem enxergar coisas novas”, diz.

Diego Torres Martins foi um jovem empreendedor que chegou lá. Aos 27 anos, ele já recebeu um prêmio “Empreendedor de Sucesso” e é dono da Acesso Digital, empresa de digitalização de documentos que, em 2010, lucrará 8 milhões de reais. “Comecei a trabalhar com 14 anos, como office boy. Aos 17, era arquivista em uma empresa de celulares. Aos 19, me identifiquei com o empreendedorismo e quis trabalhar como autônomo”, lembra. “Decidi ser consultor comercial e abri a Acesso Digital”.



Nessa época, o único investimento de Diego foi seu tempo, já que, como representante, ele era um autônomo que falava em nome de outras empresas. Em 2004, aos 20 anos, ele ajudou um de seus clientes a fechar negócio de 50 milhões de reais. “Nessa época, eu não era nem formado. Acho que foi mais uma questão de talento”, conta.

Aos 22 anos, o sonho dele era ser presidente de uma empresa. Munido de muita cara de pau, se reuniu com os responsáveis pela empresa para a qual prestava consultoria e se ofereceu para o cargo. “Foi uma cena engraçada. Fiz a proposta para um monte de japoneses que me ouviram e não responderam nada”, recorda. Já que o plano A falhou, Diego fez as contas e percebeu que levaria entre 10 e 15 anos para subir de cargo até se tornar presidente. “Vi que seria melhor montar a minha empresa”. Hoje ele tem 45 funcionários entre 20 e 28 anos, três filiais e uma política voltada para o perfil comportamental da geração Y: como bateram a meta de 2009, os funcionários passaram o Carnaval na Disney. Além disso, eles participam de concursos de decoração de baias e têm áreas internas para ver jogos de futebol e jogar vídeo game.

Jovens que têm uma carreira antes mesmo de entrar na faculdade, além de fazer o que gostam, muitas vezes conseguem se divertir com isso. William Santos, de 19 anos, mora em Ponta Grossa (PR) e junto com o amigo Paulo Pereira dirige e apresenta o programa “Sem Convites”, exibido no canal local TVM. Em julho de 2008, ele e dois amigos imaginaram como seria filmar festas e fazer um site para postar os vídeos. Aproveitaram que haviam sido convidados para um baile de debutante e resolveram testar a ideia. “O pessoal gostou e começamos a receber convites para festas. Acabamos conseguindo um espaço na TV”, conta William.

O “Sem Convites” está há um ano na TVM e já rende lucros para William e Paulo. Cada um ganha, em média, R$ 1.000 por mês, que vem das parcerias e dos anunciantes do programa, que é independente. Embora tenham atividades paralelas – William tem uma empresa de informática e Paulo cursa Direito, além de trabalhar com projetos de empreendedorismo com alunos de Ensino Médio – os dois pretendem que o programa cresça e se torne cada vez mais profissional. “Queremos expandir, sair de Ponta Grossa. Já estamos cobrindo festas em cidades vizinhas e fazemos reuniões para planejar o próximo ano”, conta William. “É melhor ganhar dinheiro em festas do que montando rede”, ri.

Quem também lucra “fazendo a festa” é Rafael Ponzi Ribeiro, do Rio de Janeiro (RJ). Ele tem 26 anos e é dono da Forma Rio, empresa que produz festas de formatura, e também organiza a festa teen Rio Jovem. Sua experiência com negócios começou bem antes da faculdade. O primeiro bico foi aos 16 anos, fazendo traduções para a Volvo. Logo depois, se inscreveu no programa de mini empresa Junior Achievement, onde aprendeu como funcionam as grandes empresas e percebeu o próprio espírito empreendedor.

Um ano depois, Rafael entrou na faculdade, fez estágios e reencontrou um amigo que “trabalhou” com ele no Junior Achievement. O amigo o convidou para um projeto em que teriam que organizar uma excursão para um colégio. Ele topou o desafio, a excursão foi um sucesso e os dois viraram sócios. Rafael se formou e, hoje, cuida de formaturas e baladas jovens. “Acredito que, para o seu trabalho dar certo, é preciso gostar muito do que faz, dedicar muito tempo ao negócio e saber organizar pessoas e dinheiro”, ensina. “Além disso, você não pode nunca parar de estudar, tem que buscar conhecimento e não pensar só em lucro”.

Para quem quer começar o seu negócio, seja uma loja virtual, um programa de TV ou qualquer outra ideia inovadora e divertida, o consultor do SEBRAE dá dicas. “O jovem foca em montar negócios relacionados ao que ele gosta e sabe fazer, sem pensar se tem clientes dispostos a pagar por isso. Ele tem que saber que só ideias não levam ninguém a frente”, explica. Eis aí uma lição importante: o que quer que seja que você sabe fazer, use para criar algo que atraia a atenção e o interesse de outras pessoas. Senão, será tempo e energia desperdiçados.

Quem já sabe o que quer e tem até clientes em potencial, deve, então, aprender sobre o empreendedorismo. “As universidades não conseguem formar empreendedores e o SEBRAE apóia essas iniciativas em alguns momentos, mas acho que poderia ser maior o movimento para ajudar o jovem a ser empreendedor”, sugere Edson. Por isso, para quem não sabe por onde começar, ele dá uma ideia. “Leiam “O Segredo de Luiza”, de Fernando Dolabela. Ele ajuda a pensar em planejamento de forma romanceada, contando a história de uma pessoa que deseja montar uma empresa”.





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